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Valor Econômico

Securitização de títulos alcançou R$ 229 milhões no 1º trimestre
Janes Rocha De São Paulo

O volume de operações de securitização de títulos atingiu R$ 229 milhões no primeiro trimestre de 2005, revela um levantamento da Uqbar Educação e Informação Financeira Avançada, empresa especializada em finanças estruturadas. A Uqbar faz acompanhamento sistemático de operações envolvendo carteiras de risco de crédito pulverizado. O volume total é composto por 16 operações, das quais 13 são Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) e outras três, emissões de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) por uma única companhia securitizadora, a Rio Bravo.

Como o início do levantamento é recente, não é possível comparar com o mesmo período de 2004, explica Chuck Spragins, diretor da Uqbar. Mas, segundo ele, a maior parte das operações (11) foi registrada ou emitida no ano passado, e só começou a captar recursos este ano. Só cinco foram operações novas registradas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), entre as quais as três emissões de CRI que foram registradas, emitidas e captadas no período.

"Houve uma certa desaceleração deste mercado", analisa Spragins, identificando dois fatores que têm influenciado negativamente a captação das empresas pelo mecanismo de securitização de recebíveis: a alta da taxa de juros e a sazonalidade. Segundo ele, o primeiro trimestre é sempre mais fraco devido aos períodos de inatividade do mercado com férias, carnaval, Páscoa. "Por outro lado, muitas operações estão em andamento", afirmou o diretor da Uqbar.

Uma das novas operações de securitização é um FIDC do Banco Pine, que pretende captar novos recursos com base em parte de sua carteira de R$ 130 milhões em créditos consignados (com desconto em folha) para servidores públicos nas três esferas de governo (federal, estadual e municipal) e para aposentados do INSS. O fundo, administrado pela corretora Concórdia, será multi-séries, sendo a primeira no valor total de R$ 100 milhões. Como o valor das cotas subordinadas do fundo é equivalente a 23%, o banco deve captar efetivamente R$ 77 milhões. As cotas subordinadas são subscritas obrigatoriamente pelo próprio emissor do fundo, como garantia adicional aos investidores das cotas principais (ou sênior).

A carteira terá prazo fechado de três anos (um de carência e dois para pagamento mensal de juros e amortização) e servirá como "funding" de novos empréstimos com desconto em folha, afirmou Luiz Claudio De La Rosa, diretor executivo do Pine.






 

 
 









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