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FIDCs
e
CRIs
emitem
R$
229
milhões
4 de
Maio
de
2005
- As
emissões
de
Fundos
de
Investimento
em
Direitos
Creditórios
(FIDCs)
e
Certificados
de
Recebíveis
Imobiliários
(CRIs)
somaram
R$
229
milhões
no
primeiro
trimestre
de
2005.
Segundo
dados
reunidos
pela
Uqbar
Educação
e
Informação
Financeira
Avançada,
foram
16
operações,
sendo
13
de
fundos
de
recebíveis
e
três
de
CRIs
de
uma
única
empresa
de
securitização
imobiliária.
Em
2004,
o
setor
mais
que
dobrou
de
tamanho:
foram
emitidos
R$
3,71
bilhões
em
títulos,
uma
alta
de
123%
em
relação
o
ano
anterior.
A
maior
parte
do
crescimento
foi
verificada
no
segundo
semestre,
com
a
emissão
de
R$
2,39
bilhões
em
títulos.
Segundo
o
sócio
da
Uqbar,
Carlos
Augusto
Lopes,
o
desempenho
no
começo
deste
ano
foi
influenciado
pela
sazonalidade
deste
mercado
(férias
e
feriados
nacionais,
como
Carnaval
e
Páscoa)
e
pelo
contínuo
movimento
ascendente
da
taxa
básica
de
juros.
"A
grande
mudança
em
2005
ocorre
no
perfil
das
operações
e
não
no
volume",
ressalta
Patricia
Bentes,
sócia
da
Hampton
Solfise
-
especializada
em
finanças
estruturadas
e
securitização.
Ela
cita
como
exemplo
a
entrada
de
grandes
nomes
na
estruturação
dos
fundos.
O
mercado,
segunda
Patricia,
começa
a
caminhar
para
o
amadurecimento
e a
consolidação
junto
a
grandes
instituições.
Patricia
destaca
ainda
que
as
operações
de
2005,
principalmente
aquelas
cujo
lastro
são
créditos
consignados,
marcam
o
esforço
de
venda
do
setor,
ou
seja,
as
emissões
caminham
de
fato
para
tornarem-se
públicas.
Das
16
operações
no
primeiro
trimestre
de
2005,
cinco
foram
registradas
na
Comissão
de
Valores
Mobiliários
(CVM)
no
período.
As
outras
onze
foram
emissões
registradas
em
anos
anteriores.
Em
relação
ao
tipo
de
ativo
usado
como
lastro
para
as
emissões,
a
classe
de
créditos
em
consignação
representou
a
maior
parte
das
emissões,
com
68,1%
do
total
ou
R$
155,7
milhões
em
emissões.
Segundo
o
sócio
da
Uqbar,
Carlos
Augusto
Lopes,
essas
operações
foram
originadas
por
bancos
de
médio
porte,
que
vêm
confirmando
interesse
na
utilização
desta
ferramenta
estratégica
como
forma
de
financiamento.
Patricia
ressalta
que
o
FIDC
é
uma
"solução
óbvia
e
rápida
para
resolver
o
problema
de
funding
de
bancos
médios,
sem
o
comprometimento
do
índice
de
Basiléia."
A
segunda
classe
mais
representativa
foi
a de
financiamento
de
veículos,
com
10,2%
das
operações
no
período.
Empréstimos
a
pessoas
jurídicas
alcançaram
a
terceira
posição,
com
8,1%
do
total.
Financiamento
imobiliário
ficou
com
6,9%
de
participação;
recebíveis
comerciais,
com
4,4%;
e
CDC
(Crédito
Direto
ao
Consumidor),
2,3%
do
total.
(Gazeta
Mercantil/Finanças
&
Mercados
-
Pág.
2)(A.B.)
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